Westworld

“Westworld” é a série do momento. É a aposta forte para suceder ao “Game of Thrones” na HBO e está a tornar-se num digno sucessor do “Lost”.

Há cerca de um ano, quando saiu o primeiro teaser, fiquei imediatamente conquistado pelo “Westworld”, principalmente por duas razões: Evan Rachel Wood e Anthony Hopkins, desconhecendo em absoluto o que estava por detrás desta nova série da HBO, que se tornará na série flagship do canal (assim dizem as publicações de entertainment) assim que terminar o “Game of Thrones” daqui a dois anos, embora o “Westworld” esteja confirmado apenas para a 2ª temporada.

Westworld (1973)Dito isto, vamos entrar no universo “Westworld” e pelos criadores da série, Lisa Joy e Jonathan Nolan. Sim, esse Nolan, o irmão do realizador Christopher Nolan e que em conjunto nos fizeram entrar em universos completamente novos e nunca desilude. Neste caso e confesso que desconhecia completamente este facto, os criadores da série inspiraram-se no filme de 1973, realizado e escrito por Michael Crichton (sim, esse mesmo que estão a pensar, que ficou especialmente conhecido com o “Jurassic Park”) sobre um parque temático futurístico que simula vários mundos: o Velho Oeste (Westworld), o Império Romano e a Época Medieval. Os convidados são recebidos por “hosts“, onde o “Teste de Turing” é posto à prova em que os “hosts” são programados para seguir uma narrativa, mas até que ponto eles vão efectivamente seguir essa narrativa e não vão ganhar novas aptidões.

Com base nesta premissa, partimos para a série estreada este ano.

Westworld

Para já, devo referir que não vale a pena perderem tempo a ver o filme de 1973 para perceber o que vai acontecer na série. Aliás, depois de ter visto o filme, talvez tenha percebido porque razão não me dizia nada… simplesmente porque é mau. A série é bem diferente.

Nos primeiros episódios, tudo me parecia confuso e sem grande sentido, mas a partir do momento em que algumas teorias começaram a surgir e com elas, podcasts e vídeos no YouTube dedicados à análise detalhada da série. De resto e como referi no início do post, esta série recupera um pouco do espírito do “Lost” (que terminou há 6 anos), com um following semanal que gera dezenas de teorias sobre as diversas storylines que preenchem o plot do “Westworld”. Felizmente e ao contrário do que acontece no filme, a série é muito concentrada nos personagens e nos diálogos e por isso, não é de surpreender as prestações de actores como o Anthony Hopkins, que em determinados momentos, transporta-nos para um universo Hannibaliano, sem o ser. O episódio da semana passada (7º episódio da 1ª temporada) é a prova disso.

Anthony Hopkins

Considerando todas as premissas que apresentei, torna-se natural que as minhas 2ªs feiras à noite sejam exclusivamente dedicadas ao episódio de “Westworld”. O final da temporada aproxima-se e estou curioso com o destino de algumas personagens e de algumas storylines e se eventualmente vão apostar no futuro em variações históricas do parque, como acontece com o filme original e onde o “Teste de Turing” é levado a um limite nunca visto em que nos questionamos quem é e quem não é robot e do que são realmente feitos os robots?

No meu caso, já ganharam um fã e que acompanha os podcasts (sugestão: Out West), vídeo e teorias. E vocês?